A Empregada ❤️ Autora: Freida McFadden

 



📚 Se você gosta de histórias com reviravoltas chocantes, personagens ambíguos e uma atmosfera de tensão crescente, A Empregada é uma leitura viciante. A escrita de Freida McFadden é envolvente e cheia de surpresas — especialmente quando você acha que já entendeu tudo, ela vira o jogo.

Millie, a protagonista, é uma jovem recém-saída da prisão, sem dinheiro e sem perspectivas. Vivendo em seu carro, ela consegue um emprego como empregada doméstica na mansão da família Winchester. A princípio, parece uma chance de recomeçar. Mas logo ela percebe que nada naquela casa é o que parece.

Nina Winchester, sua patroa, é instável e manipuladora. Andrew, o marido, parece gentil demais para ser verdadeiro. E o quarto de Millie? Um sótão claustrofóbico com uma porta que tranca por fora. Conforme os dias passam, Millie se vê envolvida em uma teia de segredos, jogos psicológicos e reviravoltas que desafiam sua sanidade2.

Millie é uma mulher complexa, resiliente e cheia de traumas. Sua luta para manter a sanidade e sobreviver em um ambiente hostil é o coração da narrativa. Nina uma mulher imprevisível, que oscila entre momentos de vulnerabilidade e crueldade. Sua relação com Millie é tensa e cheia de camadas. Já Andrew o marido aparentemente perfeito, mas que esconde segredos sombrios que mudam completamente a dinâmica da história.

A narrativa é dividida em partes que mudam completamente o rumo da história. A primeira parte foca na perspectiva de Millie, enquanto a segunda e terceira revelam novas versões dos fatos, inclusive pela visão de Nina. Essa mudança de ponto de vista é um dos grandes trunfos do livro, que mantém o leitor em constante estado de alerta.

O livro aborta alguns temas sensíveis que podem dar gatilhos como: violência doméstica, manipulação psicológica, Confinamento, Abuso emocional e físico e Transtornos mentais. 

Logo no prólogo, o livro já te fisga. A narrativa começa intensa, e é impossível não querer descobrir como aquela história vai terminar. Embora alguns acontecimentos sejam previsíveis, fui surpreendida ao perceber que Nina, que parecia ser a grande vilã, revelou uma coragem inesperada. Apesar disso, não concordei com a forma como ela tratou Millie — suas atitudes são difíceis de justificar.

O que me incomodou bastante foram os motivos absurdos pelos quais Andrew punia Nina e Millie. Eram situações banais, sem qualquer relevância, que ele transformava em verdadeiras tragédias. Os argumentos dele são completamente sem sentido, o que torna tudo ainda mais perturbador. Fiquei chocada ao descobrir a origem do comportamento psicopata de Andrew — um detalhe que dá profundidade à trama, mas também causa desconforto.

E o final… confesso que pensei: “Não é possível que o destino da Millie seja esse, virar uma justiceira das mulheres.” Não vou dar spoilers, mas foi uma virada que me deixou dividida.

O livro é bom, prende do início ao fim, mas alguns pontos me irritaram e me fizeram questionar certas escolhas da autora. Por isso, minha nota final é 3,5 estrelas 🌟🌟🌟..

Leiam e me digam o que acharam do livro.


Espero que tenham gostado 

Beijos e boa leitura


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